Ontem, em Bagdade, duas explosões provocaram várias dezenas de mortos e feridos. Ao que tudo indica as bombas foram transportados por duas mulheres "deficientes mentais". O jornalista que escreveu a notícia para o Diário de Notícias achou por bem sublinhar as dúvidas que existem sobre se as ditas senhoras se fizeram explodir de "livre vontade". Sempre a ler, sempre a aprender.2.2.08
Sempre a ler, sempre a aprender.
Ontem, em Bagdade, duas explosões provocaram várias dezenas de mortos e feridos. Ao que tudo indica as bombas foram transportados por duas mulheres "deficientes mentais". O jornalista que escreveu a notícia para o Diário de Notícias achou por bem sublinhar as dúvidas que existem sobre se as ditas senhoras se fizeram explodir de "livre vontade". Sempre a ler, sempre a aprender.30.1.08
McCain: o futuro imediato.
Next week, McCain, long the GOP maverick, must show that he can leverage those strengths and rebuild a Republican coalition that has struggled through a fractious primary season.
If he can continue to cut his losses among core conservatives, build on his popularity among moderates, leverage his natural strengths on national security and war, and even win over some of his party's skeptical economic conservatives, this maverick will stand a realistic chance to become the embodiment of his party's establishment -- its nominee for president."
29.1.08
A Remodelação

28.1.08
Operação "Barbarossa"
Da coluna à esquerda removi tudo o que dizia respeito à já ultrapassada revolução bolchevique. Colquei agora a capa de um muito interessante livro acerca dos antecedentes imediatos da invasão alemã (e europeia) da URSS em Junho de 1941. Nele se recupera, de forma convincente, a velha, discutível mas interessante tese segundo a qual a URSS teria atacado a Europa e a Alemanha caso a "operação Barbarossa" tivesse sido atrasada num par de meses. 27.1.08
Obama Barack na Carolina do Sul
No seu discurso de vitória ontem na Carolina do Sul, o senador Barack Obama sentiu a necessidade de afirmar que a sua vitória seria, será (ou era?), para os EUA e o seu "povo", o triunfo do "futuro sobre o passado", o que se deve, explica ele, ao facto dos norte-americanos estarem "ansiosos por mudança". Nesse mesmo discurso sublinhou ainda que a "escolha nesta eleição não é entre regiões ou religiões ou géneros. Não é sobre ricos versus pobres, novos versus velhos, e que não é sobre negros versus brancos." Em resumo, tentou desmentir o óbvio. Ou seja, reconheceu que a sua eleição para a presidência dos EUA poderá aguçar as velhas e novas divisões profundas que caracterizam a história da sociedade e do sistema político norte-americano desde a guerra civil (daí a referência às regiões e aos negros e brancos) até às guerras culturais do pós-segunda guerra mundial em torno da igualdade entre “raças”, “género”, “religiões”, “aborto” e “orientação sexual”. Barack tentou esconder que não está preparado para, nem eventualmente quererá, enfrentar uma situação em que muitos "novos", "mulheres" e "negros" tenham expectativas às quais um presidente dos EUA não pode corresponder mas, e sobretudo, demonstrou ter percebido que a vitória da sua candidatura pode provocar uma onda de conflitualidade e, depois, de desespero que transformariam o seu mandato num fracasso e numa catástrofe que a América e o Mundo não serão capazes de suportar.25.1.08
O gesto do sr. Helmut Schmidt

24.1.08
A outra crise...
Enquanto empresas cotadas nas bolsas deste mundo vêem o valor das suas acções a subir e a descer num autêntico cenário de montanha russa. Enquanto se fala, por aí, na inevitabilidade de uma recessão da economia norte-americana que, aparentemente, não deixará pedra sobre pedra, o governo italiano caiu, e caiu bem (ler a notícia e ver o vídeo, por favor). Como se não bastasse, e mantendo a tradição, os senadores italianos que votaram o destino do sinistro governo Prodi, envolveram-se numa cena de insultos e de pugilato ligeiro que acabou com o insultado-mor desmaiado algures no hemiciclo (exactamente aquele que teria votado a queda do Governo mas não devia tê-lo feito). Entretanto, Mussolini, onde quer que esteja e que tão bem conhecia Itália e os italianos, aplaude. Mas também garante que, no que dele dependa, não volta. Outros, porém, espreitam e esperam. Até quando?21.1.08
Portugal e os portugueses sob ameaça
20.1.08
Primárias Republicanas: Nevada e Carolina do Sul (ligeiramente actualizado)
McCain venceu ontem as primárias na Carolina do Sul após uma derrota esperada mas pouco importante no Nevada. Recorde-se que nas últimas décadas todos os candidatos republicanos que venceram as primárias na Carolina do Sul acabaram nomeados pelo seu partido. McCain tem conduzido a campanha como "corredor de fundo", ganhando votos e intenções de voto de forma muito significativa desde finais de 2007. Talvez deva agora, além de sublinhar os aspectos lógicos da sua posição sobre a imigração e o combate ao terrorismo, pronunciar-se mais sobre questões económicas.Dia 29 deste mês acontecerão as primárias na Flórida onde se supõe que Rudolph Giuliani apareça na corrida pela primeira vez – espera-se até que ganhe -, já que naquele estado tem centrado a sua campanha nesta fase das primárias.
19.1.08
Iminente

17.1.08
O Bando
Nada satisfeitos com o facto de quotidianamente exporem impunemente a sua intolerância e a sua ignorância nos media cá do burgo, há um bando de jovens "comentadores" e "analistas" do político, do social e de tudo, que quer agora, pondo na boca de Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente e António Barreto aquilo que não disseram, levar a cabo uma cruzada com contornos e objectivos claros. Tudo fazer para que o espaço público passe a ser ocupado em exclusivo por esse mesmo bando que não pretende o debate, odeia a liberdade e despreza a tolerância. O bando deseja apenas ridicularizar os seus inimigos pela simples razão de que não tolera que existam homens (ou mulheres) que pensem livremente, em especial contra as ideias feitas que, do Governo aos partidos, do poder autárquico aos media, tudo ocupa e tudo destrói.... uma vila da raia da beira litoral
15.1.08
Sarkozy
14.1.08
O estranho caso do Banco de Portugal
Esta inopinada e singular entrada do Banco de Portugal no combate político quotidiano – espaço tradicionalmente reservado ao Governo, ao Parlamento, aos partidos, aos sindicatos, às organizações patronais ou à presidência da república – diminuiu, objectivamente, a autoridade daquela instituição. Se não estiver errado nesta apreciação, não serei eu quem irá prever quando e com quem o Banco de Portugal ganhará a credibilidade e a imparcialidade desperdiçada, aparentemente, em nome de nada e a troco de nada.
Foto: Agência do Banco de Portugal em Évora.
13.1.08
John McCain III
O Desconcertante declara sem qualquer solenidade que apoia John McCain. Por isto (no P2 de hoje).... «O antigo piloto [John McCain III] compreendeu que tinha de ganhar as primárias entre os republicanos e que só o conseguiria convencendo um a um os eleitores. Literalmente. Por isso, durante semanas, tratou de bater à porta de vinte mil republicanos, seis horas por dia, seis dias por semana, gastou as solas a três pares de sapatos e, sobre o inclemente sol do Arizona, contraiu cancro de pele, o que o obrigou a quatro pequenas cirurgias cujos traços ainda não desapareceram. Mas não só: os primeiros debates que teve revelaram um político com mais intuição do que a detectável pelos consultores políticos. Num desses debates, quando o atacavam por não ter nascido nem vivido no Arizona, após ter ensaiado dezenas de justificações diferentes, deixou escapar o que à época, com as feridas do Vietname ainda a sangrar, estava longe de ser óbvio: "Servi 22 anos na Marinha, o meu pai serviu a vida inteira, o meu avô também. No serviço militar passamos a vida a mudar de casa, vivemos em todos os recantos do país, nos mais diferentes locais do mundo. Gostava de ter tido o privilégio de, como vocês, ter vivido toda vida num local tão agradável como Phoenix, mas estive a fazer outras coisas. Aliás, pensando bem, o lugar onde vivi mais anos na minha vida foi numa prisão em Hanói". A audiência nem quis acreditar, mas quando caiu em si rebentou em aplausos e o diário Phoenix Gazette falaria no dia seguinte da mais devastadora resposta política que jamais escutara. Mas ainda se estava longe de perceber que aviador-feito-político apenas havia deixado que o coração falasse, e que seria com essa marca indelével que construiria a sua carreira na Câmara dos Representantes e, a partir de 1986, no Senado.»... E muito mais! Mesmo reconhecendo que não votarei a 4 de Novembro de 2008 algures em território dos EUA.12.1.08
José Medeiros Ferreira
Apesar de apenas por uma vez, e por muito pouco tempo, ter sido ministro, Medeiros Ferreira tem uma vida (e digo uma vida e não uma carreira) política singular entre os homens e mulheres da sua geração que se opuseram a Salazar e a Marcello, e depois lutaram pela instauração e consolidação de uma democracia liberal e social – este último termo, segundo Medeiros Ferreira, na entrevista de hoje na RTP 2, muito desaparecido ultimamente do vocabulário do PS e do Governo Sócrates.Não vou agora resumir a sua biografia política que remonta ao início da década de 1960 e que, provavelmente, alguns terão algumas vezes antecipado poder ter chegado ao fim em vários momentos, nomeadamente quando Sócrates, eleito secretário geral do PS, praticamente o escorraçou do partido, ou quando, mais uma vez, se envolveu numa candidatura presidencial perdedora – desta vez a de Mário Soares. Aliás, esta tendência de Medeiros Ferreira para apostar, desde 1976, em combates políticos que redundaram em fracassos de maior ou de menor monta (embora com alguns êxitos importantes e reconfortantes pelo meio), quando se trata de um homem muito inteligente e de uma grande experiência política, cria à sua volta, e pelo menos do meu ponto de vista, uma certa neblina que não permite destrinçar aquilo que efectivamente está em causa em muitas das suas atitudes e escolhas. E isto é assim, mesmo que digam que Medeiros Ferreira faz política em nome de ideias e ideias, por vaidade e/ou pela simples paixão – que também será vício.
Mas em Medeiros Ferreira aprecio e valorizo cada vez mais, e aí reside a sua singularidade consolidada de analista, comentador e, também, de político eternamente activo (mas não no activo), o facto de estar a conseguir cumprir, mais do que nunca, aquela que é, certamente, a ambição de um homem eternamente preocupado com o mundo à sua volta. Escreve e fala regularmente nos jornais, nas rádios, nas televisões e na blogosfera com uma precisão, frieza (que é também paixão), inteligência e ironia (ora de fora da política para dentro desta, ora de dentro desta para fora), que o torna numa personagem com uma identidade única no nosso regime político. A sua já citada entrevista de hoje à RTP 2, mas que o Público publicará amanhã Domingo e a Rádio Renascença reproduzirá, também amanhã, antes do almoço, foi um exemplo disto tudo: de alguém que analisando não deixa de intervir no momento certo e no sítio certo, fazendo questão que assim seja.
11.1.08
Quem Manda?
A opção de Sócrates pela ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa e pela localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete dá a ideia, forte, de ser Cavaco Silva quem conduz, a um ano de eleições legislativas, o essencial da governação. Se for verdade não sei se é bom. Mas na verdade, parece-me não ser nada assim. Certo, certo, é que o futuro o dirá.O ministro com os dias contados
5.1.08
4.1.08
Iowa Caucuses 2008
Foto: Mike Huckabee, o vencedor das primárias republicanas ontem no Iowa.3.1.08
A outra "Feira do Relógio"
Por estes dias a Praça do Império em Lisboa, por causa desse grande acontecimento do desporto motorizado que dá pelo nome de "Lisboa-Dakar", está transformada numa outra "feira do relógio" que, quanto ao tipo de público, só na aparência é mais sofisticado. Por alguma razão, há já alguns anos o nefasto evento deixou de se chamar "Paris-Dakar". Os parisienses perceberam como é pernicioso para a sua qualidade de vida um acontecimento desta natureza.31.12.07
Até 2008!
30.12.07
29.12.07
Salazar chega ao poder... e fica!
Maio de 1968? Serge Reggiani
Os Maios de 1968, burguesmente anti-burgueses, fizeram-se contra o capitalismo e imperialismo europeu e norte-americano, mas também contra o social-fascismo soviético. Tinham raízes em movimentos culturais e intelectuais que marcaram a história da Europa e dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Pretendiam destruir o capitalismo e a sociedade burguesa, mas também o totalitarismo soviético. Os seus protagonistas ao fantasma de Trostki, e veneravam as revoluções terceiro mundistas em África, na América Latina e no Sudeste Asiático. Mas os revolucionários de 68, absolutamente intolerantes, podiam odiar-se tanto e perseguir-se tanto entre si como aos seus inimigos objectivos. O Maio de 1968 deve, também por isso, ser recordado. E depois, porque nos deixou músicas, letras e intérpretes inesquecíveis! Como Serge Reggiani!
The Costs of Containing Iran
"The Bush administration wants to contain Iran by rallying the support of Sunni Arab states and now sees Iran's containment as the heart of its Middle East policy: a way to stabilize Iraq, declaw Hezbollah, and restart the Arab-Israeli peace process. But the strategy is unsound and impractical, and it will probably further destabilize an already volatile region."21.12.07
Revisionismo histórico ou quê?
Às oito da manhã na TSF e à uma da tarde na TVI, lá disseram os jornalistas de serviço, diligentemente, que o alargamento do "espaço" Schengen à Europa central e de leste punha finalmente um ponto final na história da "Cortina de Ferro". Ou seja, a "Cortina", que nos tínhamos habituado a considerar sinónimo da divisão da Europa por causa da ocupação militar soviética de países como a Checoslováquia, a Bulgária, a Roménia, a Hungria e dos três estados Bálticos, tinha afinal, para espanto meu, sobrevivido dezanove anos à queda do Muro de Berlim, dezassete à implosão da URSS e, consequente, ao fim da Guerra Fria. Como a afirmação foi produzida duas vezes em órgãos de informação tão distintos, é óbvio que ela só pode ter tido origem externa às redacções. Por isso, só me pergunto se tão arrojada afirmação é sinónimo de puro revisionismo histórico ou de singelo servilismo ideológico perante os superiores desígnios da "Nova Europa"? Por mais que uma coisa vá dar à outra.18.12.07
Poder de Compra
Sempre a aprender

16.12.07
Singela Homenagem
15.12.07
A Questão do Kosovo.
A provável e talvez inevitável independência do Kosovo está, compreensivelmente, a baralhar muita gente e a mostrar como, também nestas coisas da autodeterminação e independência de "povos" e "nações", é muito difícil manter coerência política e ideológica. É sobretudo o caso daqueles que se opõem à eventualidade.Basta que se olhe um pouco para a história para perceber que não existe nenhum argumento político capaz de impedir a criação de mais um estado nos Balcãs. Inviável, ou não, o futuro estado do Kosovo, a verdade é que não será o primeiro, nem sequer o mais inviável daqueles que foram criados depois de 1945. O mesmo argumento é válido se nos opusermos à sua independência por e considerar que será factor de transcendente instabilidade na região.
Parece-me a mim que dificilmente, se pode ter andado nas décadas de 1950 e 1960 a defender e a propor independência de tudo o que era território colonial nas Caraíbas, em África ou na Ásia, já para não falar, por exemplo, de Timor-Leste, e sustentar agora que a independência do Kosovo criaria um estado inviável nos Balcãs.
Há depois o argumento de que a independência do Kosovo é mais uma provocação gratuita à Sérvia e aos sérvios, nomeadamente ao amputar uma parte do seu território de grande importância histórica, ideológica e simbólica. No entanto, seria ridículo que depois da Sérvia ter sido amputada de quase tudo, se fizesse cerimónia com o Kosovo, ainda mais quando a "comunidade internacional", sem mandato da ONU, interveio militarmente contra a Sérvia no Kosovo para impedir o "genocídio" de kosovares mas, de facto, e em última análise, para retirar a Belgrado a capacidade de exercer a sua soberania, internacionalmente reconhecida, sobre uma parte do seu território.
Existe ainda o argumento segundo o qual o reconhecimento europeu e internacional, nomeadamente norte-americano, de uma independência do Kosovo, abrirá uma caixa de Pandora naquelas regiões da Europa, nomeadamente na nossa vizinha Espanha, em que existem fortíssimas tensões nacionalistas e independentistas. Para o bem, ou para o mal, independente o Kosovo, Catalunha ou País Basco também o deverão ser. Porém, a verdade é que a dita "caixa", no que diz respeito aos eventos na antiga Jugoslávia, está aberta há quase vinte anos e, naquilo que “concerne” à Espanha, não só problema nacionalista é mais antigo, como não é liquido que vá degenerar em independências indiscriminadas provocadas por contágio. Por exemplo, depois da balcanização da Europa que teve lugar após o fim da Primeira Guerra Mundial, muitas nações europeias e não europeias ficaram, e ainda permanecem, sem estado. Ora se a partir de 1919 se abriram tão generosamente as portas aos nacionalismos (como nas décadas de 1940, 1950 e 1960 com a vaga descolonizadora), mas todas as questões nacionais não foram resolvidas e a aparente ou real loucura criação de novos estados acabou por ser controlada, não é líquido que seja agora Kosovo independente a redefinir radicalmente as fronteiras europeias ou outras. Sendo certo que a balcanização de Espanha é uma possibilidade e, até, provavelmente, uma possibilidade a evitar, muito mais do que uma independência do Kosovo contribuirá directa ou indirectamente para que tal possa vir a acontecer. No entanto, a balcanização de Espanha só será efectivamente dramática se decorrer de uma vitória do terrorismo sobre a democracia, cenário que no Kosovo nunca se colocou (houve terrorismo de parte a parte e democracia em parte alguma). Paralelamente, seria estranho que não se ponderasse a forte possibilidade de a União Europeia estar condenada a integrar no seu seio aquilo que se propõe agora, e transitoriamente, fraccionar.
Finalmente, há quem se refugie, para defender a integridade territorial da Sérvia, nos perigos que encerra uma rectificação de fronteiras como a que está em marcha na Sérvia e no Kosovo. Ora na verdade a história da Europa tem sido feita, sempre foi feita, a partir da rectificação de fronteiras impostas pelos mais fortes. E diga-se, aliás, para o bem ou para o mal, que este não é sequer apenas um problema europeu naquilo que aos último 50 ou 60 anos diz respeito. Por exemplo, a comunidade internacional, que integrou “sabiamente” a Eritréia na Etiópia depois da Segunda Guerra Mundial, reconheceu o seu direito à autodeterminação e independência há meia dúzia de anos após décadas de guerra civil. A mesma comunidade internacional que reconheceu um único estado paquistanês – um ocidental e um outro oriental –, aceitou décadas mais tarde a inevitabilidade e a bondade da criação do Bangladesh a partir do antigo Paquistão oriental e após vários anos de guerra civil. A comunidade internacional também pouco ou nada faz para impedir a integração do Saara ocidental em Marrocos (outra redefinição de fronteiras), como não mexeu uma palha para evitar aquilo que foi uma violação ilegal e violenta do princípio de não revisão unilateral de fronteiras quando, em Dezembro de 1961, tropas da União Indiana invadiram e ocuparam o "Estado Português da Índia." E por aí fora…
13.12.07
11.12.07
10.12.07
Funeral do "Guardia Civil" Fernando Trapero
Quis, mas não pude, publicar estas imagens a semana passada. Aqui vão. Uma sincera homenagem aos que morreram em Espanha na luta contra o terrorismo da ETA.
Crime sem castigo
Mais um “segurança da noite” – seja lá o que isso for – foi assassinado ontem com tiros de metralhadora em Gaia à porta de sua casa. Parece que é a sexta personagem da noite que morre baleada ou esfaqueada. O que faz o Governo? Assobia para o lado, garantindo que tudo está sob controle. O ministro da Administração Interna, personagem politicamente absurda, tem que sair do Governo e a polícia e os tribunais têm que actuar. E não me venham dizer que andam a investigar. Num meio como o da "noite" toda a gente sabe de onde é que vem o perigo e quem é que pode ser assassinado a seguir. Se ninguém faz nada é caso para desconfiar de tamanha impotência, o que quer dizer que as teias tecidas pela "noite" entram pelas polícias e pelo ministério público do Porto dentro.Há português maior do que Sócrates?
Com o intuito de promover uma nova imagem do nosso país – e tudo, na vida como na morte, se resume para este Governo a uma “questão de imagem” –, parece que está para rebentar mais uma campanha "mediática" sobre Portugal lá fora. Custou uns três milhões de euros (coisa pouca tendo em conta uns grandes resultados que serão obtidos) e conta com a participação de grandes portugueses vivos que vão do génio Cristiano Ronaldo à humilde Marisa, passando pelo impagável Mourinho. Pelo meio aparecem outros grandes portugueses mais ou menos obscuros, mas com grande obra que falará por si e por eles. Mas há uma ausência lamentável, inexplicável e, até, provocatória. O nosso primeiro Sócrates não aparece. Os “criativos” da campanha, aparentemente, ignoraram-no. Ora, pergunto eu: existe, em Portugal português maior do que ele e que mais tenha contribuído para a nova imagem de um Portugal melhor? É o que se pode chamar um desperdício insustentável de recursos. Tão elegante, tão culto, tão determinado, tão educado, tão tudo! E nada. Não aparece!9.12.07
Espanha, Portugal e a Cimeira Europa-África de Lisboa.
Não se pode negar que Portugal foi notícia em Espanha por causa da cimeira Europa-África concluída hoje. No entanto, os holofotes sobre a dita, e ao menos nos "telejornais" da TVE, centraram-se num encontro realizado em Lisboa, durante a cumbre, que juntou à mesma mesa Zapatero e Sarkozy para discutirem a cooperação franco-espanhola na luta contra o terrorismo etarra (ver aqui a cobertura do evento pelo El Mundo on-line). Isto para dizer também que seria importante perceber o que é os media de cada de cada país europeu ou africano consideraram valer a pena destacar da citada e redundante cimeira. Tais perspectivas serão interessantes e importantes em si mesmas, mas mais ainda por nos fazerem recordar como foi patético e supérfluo o discurso oficial português e europeu sobre o evento. 1.12.07
Restauração
No dia 1 de Dezembro de 1640 deu-se início, com um golpe palaciano bem sucedido que pretendia pôr fim ao domínio espanhol em Portugal, a uma das mais relevantes e dramáticas revoluções políticas e sociais que o nosso país conheceu em mais de "oitocentos anos de história." Essa Revolução, aguardada por um país e um império ocupados e um povo humilhado e violentado pela boçalidade espanhola, restituiu-nos não apenas a liberdade e a independência. Trouxe de volta a dignidade entretanto perdida.Hoje, dia 1 de Dezembro de 2007, como aliás genericamente nas últimas décadas, a "Restauração" da independência portuguesa não merece um comentário, uma análise ou uma notícia digna de nota. O seu chefe, o futuro D. João IV (ver imagem acima), é uma não existência para a generalidade dos portugueses que não fizeram a antiga “4.ª classe”. Na imprensa escrita que li, nas rádios que ouvi e nas televisões que vi, escreve-se e fala-se da SIDA – hoje é o seu dia internacional –, da "bola", da Ota e dos empréstimos camarários do Sr. Presidente António Costa. Tudo factos da maior importância para o nosso destino colectivo. O tempo e a ignorância tudo esquecem e tudo justificam. Mas valha a verdade que prefiro este esquecimento, ao circo todos os anos montado e desmontado em torno do "25 de Abril" ou do "25 de Novembro." Já para não falar no que aí vem quando se comemorarem os 100 anos da implantação da República.
30.11.07
Lisboa Revolucionária

26.11.07
O Aborto Clandestino
21.11.07
Good Friend, C'est Moi!
Agora que a selecção portuguesa de futebol conseguiu o seu apuramento, a ferros, para o "Europeu", resta-me lamentar, sinceramente, a ausência da Inglaterra, derrotada em casa, no último jogo com a Croácia (2-3). Poder-se-á pensar que estou a ser cínico. Afinal ganhamos sempre, bem ou mal, à Inglaterra em fases finais de europeus ou de mundiais - com excepção do sucedido em 1966. Mas não é verdade. Lamento que uma equipa que, normalmente, joga bem à bola e tem grandes “intérpretes”, não vá à Suíça e à Áustria. Por uma vez sinto-me, verdadeiramente, anglófilo. O que é bom. Afinal é nos maus momentos que se conhecem os verdadeiros amigos. Como eu!17.11.07
Palavras leva-as o vento.
Imagem: Um cata-vento. Fonte: www.imagemnativa.com.br/fotos/507_14_cata-vento.jpg.15.11.07
Independentismo Galego.
Com a explosão de mais uma bomba em Cangas esta madrugada, certo “independentismo” galego dá mostras de querer aprofundar uma táctica, ou uma estratégia, de "luta armada". Por agora não é mais do que um terrorismo de muito baixa intensidade. Trata-se de um problema a seguir com atenção nos tempos mais próximos, e não só.Salazar e Sócrates
Na mesma semana em que as memórias de "Micas", a perfilhada de Oliveira Salazar, chegaram às livrarias e mereceram destaque na imprensa, a revista Visão publica uma reportagem sobre a vida de José Sócrates em privado. Mal por mal prefiro a Micas. É que conta uma história onde se dispensa a intervenção do propagandeado e de qualquer agência de comunicação.14.11.07
O Mistério do Passaporte!

13.11.07
Os Duques de Lugo
A Infanta Elena de Bourbon, que já ouvi ser comparada, na sua muito badalada sexualidade voraz, a Isabel II de Espanha, separou-se de Jaime de Marichalar. Ou melhor, fontes da casa real espanhola reconheceram publicamente aquilo que era um facto conhecido e comentado por muita gente há vários anos. Se a separação dos duques de Lugo se tratasse de uma surpresa absoluta, podíamos argumentar que a falta de paciência de Juan Carlos com Hugo Chavez na cimeira ibero-americana tinha tido o anúncio público deste evento nefasto como causa próxima. No entanto, não deve ter sido assim.11.11.07
Cachimbadas
A partir de hoje também postarei no Cachimbo de Magritte. A culpa é minha, do Pedro Picoito, que me convidou, e dos restantes companheiros de Cachimbo, que aceitaram ir em tamanha loucura.Armistício
Cumprem-se hoje 89 anos sobre o “Armistício” que pôs fim à Primeira Guerra Mundial (dias antes já a Bulgária, a Turquia e o Império Austro-Húngaro tinham saído de uma guerra que se tornara insustentável militar, política e socialmente). Quem, como eu, tenha sintonizado a meio da manhã a Sky News no canal 32 da TV Cabo na região de Lisboa, assistiu a uma cerimónia de homenagem a todos aqueles que, no Reino Unido e em boa parte dos países da Commonwealth, serviram nas Forças Armadas e morreram pelos seus países não apenas na guerra de 1914-18, mas em todos os conflitos militares em que esses mesmos países, mas acima de tudo o Reino Unido, estiveram ou ainda estão envolvidos. Não vou agora divagar sobre os méritos desta cerimónia em que se envolve toda a classe política britânica e de muitos estados membros da Comunidade Britânica, os veteranos de guerra, as suas viúvas, e boa parte da sociedade civil britânica e de países àquela comunidade, dando significado patriótico profundo a um dos poucos feriados que, por exemplo, os britânicos têm no seu calendário. Aliás, quem assistisse atentamente a esta cerimónia percebia facilmente algumas das razões pelas quais os britânicos têm tanta dificuldade em mudar do paradigma imperial e insular para o paradigma europeu expresso na União Europeia (entre outras coisas um vazio de “símbolos” e de “exemplos”).Prefiro aqui sublinhar o carácter catastrófico da Grande Guerra, a começar pelo elevado número de mortos que provocou entre os súbditos de Jorge V, monarca de um império espalhado por todos os continentes. A experiência britânica na primeira guerra geral europeia do século XX, que foi para os britânicos muito mais mortífera do que a mediática Segunda Guerra Mundial, pôs fim a uma idade de ouro na história do império britânico e da Europa ao destruir cem anos de paz “quase” ininterrupta, e por ter sido o toque de finados de uma sociedade, de uma cultura e de uma civilização que, embora em mudança acelerada, assentavam em princípios que procuravam garantir o equilíbrio possível entre a tradição, que sobrevivera à revolução francesa e às guerras napoleónicas, e a modernidade trazida pela industrialização, pela rápida urbanização, pela primeira globalização da era industrial, pelo crescimento demográfico exponencial e pelo advento e consolidação do nacionalismo e do socialismo modernos.
Teria sido a guerra evitável tendo em conta as circunstâncias que a provocaram? Historiadores dizem que sim! Outros dizem que não! O que é certo é que a guerra de 14-18 mudou radicalmente e irreversivelmente o mundo. Tentou democratizá-lo sem êxito. Procurou recuperar, também sem êxito, o capitalismo industrial e financeiro sustentado no padrão-ouro. Transformou os EUA na primeira potência económica mundial ao mesmo tempo que enfraqueceu o Império Britânico e humilhou, por razões diferentes, franceses, alemães e russos. Acabou por procurar encontrar soluções políticas e diplomáticas que tornassem a guerra não apenas ilegal mas também impossível. Fracassou igualmente neste intento. Provocou duas revoluções na Rússia e, com isso, criou condições para que no maior império da história nascesse o primeiro regime socialista de inspiração marxista, facto que ajuda a perceber, ainda que não totalmente, o advento dos fascismos e do nazismo e, também, da Segunda Guerra Mundial. Alargou geograficamente os impérios coloniais europeus mas corrompeu os pressupostos políticos e ideológicos em que assentava o imperialismo e o colonialismo renascidos na segunda metade do século XIX.
10.11.07
Monarquia e Democracia.
No Arrastão, o Daniel Oliveira aproveita um incidente provocado por Chavez em mais uma cimeira ibero-americana, para dizer que Juan Carlos I de Espanha não pode criticar o presidente da Venezuela pela simples razão de que nunca foi eleito. Como se não bastasse, Daniel Oliveira resume a acção de um monarca constitucional como Juan Carlos I àquilo que vai vendo e lendo na imprensa cor-de-rosa espanhola e portuguesa (pelo menos). Não sou monárquico, nem republicano no sentido mais formal de cada um dos termos, embora a “república”, em sentido amplo, seja o meu regime. Apenas, e como Churchill terá um dia dito, me revejo na democracia por ser o pior dos regimes à excepção de todos os outros. No entanto, o Daniel, e não só, faz muito mal em considerar que a legitimidade de um rei como o de Espanha se encontra diminuída pelo facto não ser um chefe de Estado eleito. Faz mal. Juan Carlos I é e será chefe de Estado de Espanha e a monarquia constitucional vigorará em Espanha, como em muitos outros países europeus que se encontram entre mais prósperos, livres e desenvolvidos do mundo, por vontade expressa do povo espanhol. Convém, por exemplo, recordar que a Constituição espanhola em vigor foi referendada pelo povo espanhol, coisa que não aconteceu com a portuguesa que nos rege. Por outro lado, pergunto a Daniel Oliveira e a muitos outros republicanos e democratas de trazer por casa se por acaso pensam que a Espanha, a Suécia, o Reino Unido, a Bélgica, a Noruega, a Dinamarca, a Suécia, ou o Luxemburgo são sociedades e sistemas políticos menos livres e menos democráticos pelo simples facto dos respectivos chefes de Estado não serem eleitos directamente pelo povo ou pelo parlamento cada quatro ou cinco anos. É óbvio que não! Só o será por preconceito ideológico legítimo mas tacanho q.b..9.11.07
O Tempo dos Humanos
6.11.07
O Rei Juan Carlos I, o Presidente Zapatero, a Espanha e o Marrocos.
O Debate Orçamental
Ridículo!
O Decote e o Tule
Mas vale a pena perguntar porque razão evoco eu aqui a excelsa senhora. Não, não é pelo (des)penteado. Faço-o por causa da "blusa". Uma "blusa" preta, aparentemente de seda barata e enxovalhada com uma tira de tule também negro sobre um decote onde se insinua um peito que talvez, há uns trinta ou quarenta anos, merecesse tal cuidado e atenção por parte de quem se vestia e de quem via.
4.11.07
Estradas de Portugal?
O relatório ("preliminar"?) que o Tribunal de Contas produziu sobre a situação financeira calamitosa em que encontra as Estradas de Portugal (sucessora da tristemente célebre Junta Autónoma das Estradas que Cravinho tentou pôr na ordem nos tempos do defunto Guterres) é mais do que aquilo que aparenta. Será politicamente e aparentemente muito útil à oposição e terrível para o PS e para o Governo no debate sobre o Orçamento Geral do Estado que aí vem. Por outro lado, fragiliza ainda mais politicamente o ministro Mário Lino. Ora este ministro só interessa e só tem interessado por causa da construção do novo aeroporto de Lisboa. Quem, portanto, ganha com um ministro das Obras Públicas fragilizado, ou até na rua, no momento da escolha da localização de um novo aeroporto internacional que sirva a capital do país e o seu entorno e que poderá – talvez – não ser a Ota? A Sócrates, com certeza! Ou não?2.11.07
Empate que sabe a vitória!
Coincidências e Desconfiança
Um trágico acidente hoje em Lisboa ao princípio da manhã fez dois mortos e um ferido em estado muito grave. Abriu assim hoje, às 9 horas, a TSF o seu noticiário. Logo a seguir vinha uma notícia que dava conta de que o Ministério da Administração Interna se encontra a estudar um proposta feita por uma empresa de marketing, segundo a qual os automóveis deveriam, ou poderiam, passar a circular com um dístico bem visível que classificava o grau de “perigosidade” do condutor. Além do absurdo da proposta que radica, desde logo, no facto de não haver automóveis perigosos mas sim condutores perigosos e da questão deste tipo de “dísticos” ter na Europa uma história no mínimo triste e trágica, fica ainda a ideia de que a notícia sobre o "estudo" e os “dísticos” e o destaque dado à notícia sobre o acidente não são inocentes. De facto, há coincidências que só os jornalistas e as centrais de informação do Governo conhecem mas que, infelizmente, não passam ao lado de quem pela manhã ouve telefonia enquanto se barbeia.31.10.07
Sentença
O veredicto do tribunal de Madrid sobre os atentados de 11-M deixou Zapatero esfusiante mas um cidadão anónimo como eu absolutamente estupefacto. E por um conjunto muito simples de razões. O veredicto é "ouro sobre azul" para a política interna e externa espanhola, e não apenas por que rejeita a velha teoria de que a ETA teria tido alguma coisa que ver com os atentados. O facto do "egípcio" ter sido considerado inocente, de apenas três "arguidos" terem sido condenados a pena máxima e de uma boa parte ter saído em liberdade significam uma de duas coisas. Ou a investigação foi mal conduzida e/ou as acusações mal pronunciadas, ou então o tribunal não foi independente e redigiu uma sentença light que apazigua a opinião pública "árabe" em Espanha e no exterior evitando incómodos e dificuldades mais ou menos sérias ao governo socialista.
Certo é que a sentença não foi um ponto final no caso – provavelmente nunca poria – e suscita muitas perguntas e uma desconfiança clara, reforçando a ideia de que também em Espanha o poder judicial não é independente do poder político.
30.10.07
O Livro
26.10.07
Joaquim Chissano tem uma biografia política.
Joaquim Chissano foi há dias proclamado vencedor da primeira edição do prémio Mo Ibrahim que pretende premiar a boa governação em África e, entre outras coisas, o desapego pelo poder demonstrado pelos vencedores, neste caso por Chissano. 24.10.07
Duas Notas
Sobre o 2.º episódio de "A Guerra" transmitido ontem na RTP, apenas duas notas.A primeira, para sublinhar que o fracasso da "abrilada" conduzida por Botelho Moniz e Costa Gomes foi uma bênção para Portugal, apesar de ter tornado inevitável a guerra colonial (ou, sobretudo, por ter tornado inevitável a guerra colonial). Instigada pela Administração Kennedy e contrariada pela vontade de Salazar, Américo Tomás, Kaulza de Arriaga e Adriano Moreira, o triunfo dos "ultras" sobre os "reformadores" do regime, evitou a "latino-americanização" do país. De facto, Kennedy e os seus "rapazes" pensavam que podiam determinar a vida política portuguesa em 1961 (através de um golpe militar e, um mês antes, com o apoio dado ao terror da UPA no norte de Angola), do mesmo modo que outras administrações norte-americanas se tinham habituado a influenciar os destinos de boa parte dos países latino-americanos desde o século XIX. Irónico é o facto de Kennedy ter fracassado em Lisboa em Abril de 1961 e em Angola um mês antes, da mesma forma que, com a CIA e os famosos exilados cubanos, fracassou na Baía dos Porcos na terceira semana de Abril de 1961.
19.10.07
Para que serve um atentado?
Se há país saído da vaga independentista do pós-Segunda Guerra Mundial que está longe de encontrar o seu caminho, esse país chama-se Paquistão. Várias vezes à beira da guerra civil, testemunha de inúmeros golpes militares, terra de ditaduras militares corruptas e bestiais, de experiências democráticas fracassadas, de uma guerra de secessão, de umas quantas com a União Indiana, de terrorismo e radicalismo islâmico, o Paquistão voltou ontem a ser notícia pelas piores razões. Um atentado matou umas 130 pessoas que festejavam o regresso do exílio de Benazir Bhutto. Como se isto não bastasse, e não apenas pelo simples facto do dito atentado não ter sido reivindicado, enquanto o Governo paquistanês aponta o dedo aos radicais islâmicos, o quase viúvo de Benazir Bhutto veio dizer que os responsáveis pela matança não poderiam ser outros senão os serviços secretos paquistaneses. Já só falta alguém jurar que tudo não passou de uma orquestração pensada e executada pelos apoiantes da recém-chegada. Afinal, e como se sabe, nada melhor do que um atentado - seja ele qual for - para que a candidata a primeira-ministra nas próximas eleições legislativas possa vir a ter mais e maiores possibilidades de conquistar um bom resultado.




